Quando Omeed Jouyande acenou para seu filho, deixando-o na universidade, ele ficou impressionado com o significado da paternidade na vida cristã. Enquanto o mundo marca o Dia Universal da Criança, o iraniano cristão e o membro da equipe do canal SAT-7 PARS, Omeed, compartilham suas idéias neste blog especial.

Poucos meses antes do nascimento de meu primeiro filho, perguntei a um amigo como é ser pai. “Sua vida acabou!” ele respondeu com humor característico. No entanto, a verdade é que a chegada de uma criança marca um fim e um começo. Ser pai envolve abandonar sua vida anterior e fazer de uma pessoa pequena e vulnerável sua primeira prioridade. Poucos meses depois dessa conversa, meu filho fez sua presença ser sentida e se tornou o centro de nosso universo.

Vinte anos depois, aceno para ele em sua nova residência universitária, em uma cidade estranha, em uma parte diferente do país.

Este novo marco parece significativamente diferente de todos os outros pelos quais passamos. Em minha mente passa cenas de meu filho como um bebê, criança pequena, pré-adolescente e jovem adulto, com todas as mudanças que essa jornada trouxe. Como pais, nós também mudamos mais do que esperávamos, e muitas dessas mudanças são resultado direto da paternidade. Tornar-me pai também me deu uma nova visão sobre meu próprio pai e minha mãe, e os desafios que eles enfrentaram, os sacrifícios que fizeram, bem como seus erros …

E então sua mente se volta para seus próprios erros.

Buscando encorajamento na Bíblia, vejo o erro que o pai do rei Davi, Jessé, cometeu ao subestimar seu filho mais novo. Vejo que o tratamento preferencial de Jacó para com José contribuiu, talvez em alguma medida, para a inveja entre o resto de seus filhos. No entanto, um grande incentivo que posso obter como pai cristão é que os erros de Jessé e Jacó nunca impediram o cumprimento de Seus planos por Deus na vida de seus filhos, de Davi ou de José.

Temos um Redentor forte que tem Suas mãos na vida de nossos filhos. Se eles estão em Cristo, temos certeza de que Ele completará a obra que começou neles. Ao contrário de nós, nosso Pai Celestial não comete erros. Para demonstrar como Ele é, Jesus conta a história do filho pródigo (Lucas 15).

Nesta conhecida parábola, Jesus descreve como nosso Pai Celestial está esperando por aqueles que retornarão a Ele, mesmo com motivos mistos, para que possa recebê-los de volta como filhos. Este é o amor e a misericórdia do Pai para com aqueles que estão perdidos. Ele quer nos levar a um lugar onde O amemos por si mesmo; afinal, Ele está procurando um povo que O conheça e ame genuinamente como Seus filhos.

Ao experimentar a paternidade, recebemos uma nova compreensão do amor de nosso Pai Celestial. Em minha resposta, só posso retornar às palavras de um hino favorito:

“Maravilhoso amor – como pode ser, que tu, meu Deus, morras por mim!”